Sabemos que a queima dos derivados do petróleo por si só é responsável por enorme quantidade de carbono lançado na atmosfera diariamente, o que potencializa o efeito estufa, sem contar com os outros elementos químicos prejudiciais a saúde.Entre a gasolina e o diesel, o diesel seria uma alternativa mais atraente, pois um carro com motor 1.0 que a gasolina faz uma média de 15Km por litro, a diesel rodaria cerca de 40% a mais. O problema é que o diesel brasileiro tem concentração elevadíssima de enxofre, 500 partes por milhão nos centros, e de 1800ppm no interior, enquanto que nos EUA se busca um diesel de 15ppm e na Europa de 10ppm. A PETROBRÁS que era para ter passado a fornecer o diesel de 50ppm em 2009 teve uma concessão governamental para só chegar a esta meta em 2014, e olha que a Resolução CONAMA que determinou tal mudança era de 2002. Nestas horas eu agradeço que os carros de passeio no Brasil sejam proibidos de rodar com motores a diesel e me pergunto se a competência da PETROBRÁS é relativa só a ganância corporativa sem levar em consideração o bem estar da população, grande ESTATAL.
O álcool emite menos poluentes do que os combustíveis a base de petróleo, mas além do consumo dos veículos que usam este combustível ser superior em relação aos outros, devemos nos lembrar da forma como ele é produzido. Extensas áreas para a plantação, queima das lavouras emitindo muita poluição para a atmosfera, para que os trabalhadores, em sua maioria bóias frias, façam o corte da cana. Mas aí alguns já vão logo levantar a mão e falar: mas a queima da lavoura da cana não está sendo progressivamente proibida? A resposta é: SIM, e desta forma resolvemos um dos muitos problemas ambientais deste tipo de monocultura, mas criamos um social, afinal, se a cana não pode ser queimada, não há como os trabalhadores realizarem seu corte e assim a lavoura é mecanizada e onde trabalhavam 100, só é preciso 1, tá criado outro problema social.
O gás natural, que é um subproduto da extração do petróleo, é viável, mas passa ainda por dificuldade em sua distribuição, além da não autonomia brasileira na produção, pelo menos por enquanto. Também não temos idéia de por quanto tempo sua produção será viável, podemos verificar isso com a exagerada elevação de preço deste combustível frente aos outros.
Por falar em preços, já repararam, pelo menos aqui no ES, que normalmente nos postos de combustível o álcool está sempre em valores próximos a 70% do valor da gasolina, exatamente a margem que torna o uso do álcool ou da gasolina uma mera escolha pessoal, e porquê, sendo o Brasil agora exportador de combustível, tem uma gasolina tão mais cara do que os países que simplesmente compram nosso combustível sem produzir uma gota? Só para exemplificar, a média hoje do preço da gasolina no ES é de R$ 2,70, no Paraguai, "cliente" nosso, é de aproximadamente R$ 1,50. Bom, ou nosso governo é extremamente guloso no quesito imposto, táááá, eu sei que é, mas considerem também a possibilidade desta taxação toda ser para que valha a pena a produção do álcool, afinal é o "combustível limpo" de tecnologia brasileira.
Continua...

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